domingo, 15 de maio de 2011

Era fim de tarde, quando, como costume, resolvi ir ao charmoso restaurante que havia próximo à minha residência. Sentei-me e pedi um café. Enquanto aguardava, apareceu um pequeno pássaro na janela, despertando encanto. Admirei-o! Lindo e frágil, ele era assim. Pouco tempo após minhas observações sobre esse pedacinho da natureza, a jovem garçonete chegou trazendo duas xícaras de café. Espera um momento: duas xícaras? Não, só poderia ser um engano, pois eu havia pedido uma só. Questionei-a. Para a minha surpresa, ela apontou para um senhor que estava próximo ao balcão, falando que a outra xícara era dele. Não, não podia ser. Eu nem o conhecia e fazia mais de cinco anos, desde a morte do meu amado Jorge, que homem algum chegava perto de mim. E, para ser bem sincera, eu não fazia muita questão. Nunca havia digerido completamente sua súbita partida. Aquele senhor, bem arrumado e atraente, chegou próximo à mesa e pediu para se sentar. Confesso que fiquei bem nervosa. O que ele poderia querer com essa simples senhora? Não deu tempo nem de consentir seu pedido, pois ele já havia sentado. Perguntou inúmeras coisas e, não sei como explicar, mas ele conseguia me deixar feliz, tal qual meu doce amado. O que era para ser uma rápida ida ao restaurante se transformou em longas horas de conversa e descontração. Já havia escurecido e, levantando-me discretamente, desculpei-me e voltei para casa. Ele disse: "Até breve!", com um sorrisinho de canto. Dirigi-me à saída e segui rumo aos meus aposentos. Mas, por que parecia que aquele misterioso homem ia comigo?

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