terça-feira, 20 de dezembro de 2011

De retalho em retalho, um conjunto exuberante.

Não parava, não pensava, não refletia, não se encontrava e, por isso, vivia vazia, insegura, aflita, perdida. Queria poder pegar uma linha e uma agulha, pegar todos aqueles retalhos dilacerados e formar uma bela colcha de retalhos, tal qual aquela que, quando criança, havia recebido da avó e que era quentinha e colorida. Queria também ser o calor, o ombro, o aconchego para todos que a rodeavam; também queria ser a cor, enfeitar os dias, trazer alegria para o mundo. Então, ela começou, pedaço por pedaço; pouco a pouco; reconstruindo o que estava desmoronado; fazendo, daqueles retalhos sem graça, uma menina mais segura e que não era mais figurante daquela vida, mas atriz principal e com presença confirmada em todas as cenas.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Pedaços vão e retornam, completando!

Alguém me roubou de mim; alguém que eu não sei quem; não vi quando chegou nem quando partiu, só sei que deixou espaços vazios. Por favor, caso alguém o encontre, peça para que me devolva a mim.
Há pessoas que nos roubam e levam tudo aquilo que temos, nossos melhores sentimentos e vontades, deixando-nos vazios e incompletos. Porém, há aquelas que nos devolvem; trazem a alegria de viver, o encanto pelo simples; preenchem o que estava aberto e vazio. Essas pessoas são capazes de reacender chamas; impulsionar o coração; brotar sorrisos; conter as lágrimas; ser o abraço sincero e o amigo fiel. Sorte tem quem as encontram e as preservam!
Não adianta apressar o passo; precipitar-se; o que é seu e que trará felicidade, uma hora, chega!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

De vez em quando, eu mirava meus olhos nele, virando-o e desvirando-o, a fim de encontrar qualquer vestígio de afeto.