terça-feira, 20 de dezembro de 2011
De retalho em retalho, um conjunto exuberante.
Não parava, não pensava, não refletia, não se encontrava e, por isso, vivia vazia, insegura, aflita, perdida. Queria poder pegar uma linha e uma agulha, pegar todos aqueles retalhos dilacerados e formar uma bela colcha de retalhos, tal qual aquela que, quando criança, havia recebido da avó e que era quentinha e colorida. Queria também ser o calor, o ombro, o aconchego para todos que a rodeavam; também queria ser a cor, enfeitar os dias, trazer alegria para o mundo. Então, ela começou, pedaço por pedaço; pouco a pouco; reconstruindo o que estava desmoronado; fazendo, daqueles retalhos sem graça, uma menina mais segura e que não era mais figurante daquela vida, mas atriz principal e com presença confirmada em todas as cenas.
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