quinta-feira, 27 de junho de 2013

Era tudo tão cinzento, sem brilho, sem esperança. Percebi que já não era a mesma. Havia me perdido no tempo e, em alguma das curvas da vida, havia deixado uma parte muito boa da minha vida pelo caminho. Comecei então a sentir saudade, muita saudade de mim, daquela menininha determinada, sonhadora, risonha.. Por que isso se perdeu? Sempre achei que, com o tempo, tornávamo-nos mais maduros e atentos a tudo, mas percebi que não. Com a correria dos dias, esquecemo-nos de nós. Que absurdo, não é mesmo? Se não for você a se lembrar de si, quem lembrará? Então, entendi que era hora de me fechar para balanço, entender o que se passou em mim e, finalmente, encontrar-me. Sei que não podemos ser tudo sempre, mas é possível ser o melhor que dá, darmos o melhor que há em nós. O tempo não parará para esperar que aprendamos a caminhar e a viver.

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