Doce Encontro
É preciso parar, pensar e, suavemente, encontrar-se!
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Lembro-me de que acreditava que a simples mudança de fase na vida tinha um poder quase sobrenatural de transformação. Chegando, então, ao momento que achava que seria um dos melhores, um dos mais diferentes de tudo que já havia vivido, percebo que essa marcação do tempo não era assim tão poderosa como eu imaginava. Muito mais do que o tempo fazer seu papel, era fundamental minha intervenção. Enquanto eu estivesse vendo tudo passar, com os dedinhos cruzados à espera dos milagres, tudo seria frustrante, distante. Tinha a sensação de ver as cenas acontecendo fora de mim, como uma mera espectadora da vida. Havia me esquecido de uma antiga promessa que tinha feito a mim mesma, a de depositar mais vida aos meus dias, mais de mim em tudo o que fizesse. Ser por ser, ter por ter, parecia não fazer sentido algum quando fiz aquela promessa. Incrível como o tempo, às vezes, faz-nos esquecermos de nossos próprios sonhos... Não estava sendo fiel as minhas convicções e expectativas. Precisei mergulhar num mar de insatisfação e monotonia para compreender que o barquinho da vida não vai adiante se só o remo dos sonhos estiver agindo. O remo da ação precisava, em equilíbrio com os sonhos, trabalhar também. Era preciso, ainda, saber que depois das chuva, das frustrações e dos desencontros, vem o arco-íris e a vida, então, encarrega-se de colocar mais cor, mais alegria, até tudo se reencontrar.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
A gente se acostuma a levantar cedo, quase de um susto, quando começar a ressoar o som estridente do despertador. A gente se acostuma a comer enquanto anda, sem apreciar direito o sabor. A gente se acostuma a sair de casa em cima da hora, travando uma verdadeira luta contra o relógio, aborrecendo-se com qualquer coisa/pessoa que surja no nosso caminho.
A gente se acostuma a ver, na televisão e nos jornais, notícias sobre guerras, assaltos, mortes. A gente se acostuma com o fato de se tratar pessoas apenas como números, esquecendo-se de seu rosto, de seus sentimentos, de seus sonhos, de sua família. A gente se acostuma tanto com isso que passa a achar normal, sensibilizando-se com a dor por um curto espaço de tempo, porque, logo em breve, um novo fato vai ganhar as cenas.
A gente se acostuma à correria do dia a dia, passando a fazer tudo no modo automático, deixando de viver os momentos. A gente se acostuma a, ao final do dia, colocar a cabeça no travesseiro e desejar: "Queria mais dias pra viver e fazer tantas coisas que planejei e acabei deixando pelo caminho!". Por que, então, não fazemos o contrário? Deveríamos desejar mais vida nos nossos dias e não mais dias em nossas vidas.
A gente se acostuma a olhar o outro muito rápido, julgando-o e ficando com os nossos paradigmas. A gente se acostuma a dar "uma segunda chance", que não tem nada de chance, porque ela já vem com aquele "pé atrás", esperando só um deslize do outro pra querer fazer o mundo desabar.
A gente se acostuma a sorrir forçadamente. A gente se acostuma a ser individualista. A gente se acostuma a querer ser a mocinha da história, sempre colocando a responsabilidade dos nossos erros em alguém.
A gente se acostuma a deixar nossos sonhos pra depois. A gente se acostuma a achar que aquelas vontades antigas não são nada mais que bobagens da infância. A gente se acostuma a ser rígidos demais
com nós mesmos, não permitindo uma brechinha ao descanso e à fuga da rotina.
A gente se acostuma a tirar o brilho do dia, com a nossa cara fechada, nossa posição de sofrida, nosso mundo com inúmeros problemas. A gente se acostuma a esquecer o poder de um sorriso sincero. A gente se acostuma a fugir das nossas responsabilidades sociais.
A gente se acostumou a andar sozinho, a dar passos em falso, simplesmente, por não admitir a imensa vontade de segurar a mão, de segurar aquela mão. A gente se acostumou a achar que era bom sozinho.
A gente se acostumou a fazer dos momentos felizes quadros emoldurados cheios de pó, espalhados pela casa.
A gente se acostumou a deixar que a neve encubra a beleza da flor, que a cara ranzinza esconda a beleza do coração, que as palavras duras apaguem relações preciosas, que atos impulsivos no façam perder nossos amores.
Bem que poderíamos ter nos acostumado com o amor, a alegria, os sorrisos, as gentilezas, a sinceridade. Também poderíamos ter nos acostumado a abrir a porta; segurar a mão; compartilhar o guarda-chuva; ceder o lugar ao mais velho; oferecer ajuda àquela pessoa destrambelhada que acabou de derrubar tudo.
A gente se acostuma a ver, na televisão e nos jornais, notícias sobre guerras, assaltos, mortes. A gente se acostuma com o fato de se tratar pessoas apenas como números, esquecendo-se de seu rosto, de seus sentimentos, de seus sonhos, de sua família. A gente se acostuma tanto com isso que passa a achar normal, sensibilizando-se com a dor por um curto espaço de tempo, porque, logo em breve, um novo fato vai ganhar as cenas.
A gente se acostuma à correria do dia a dia, passando a fazer tudo no modo automático, deixando de viver os momentos. A gente se acostuma a, ao final do dia, colocar a cabeça no travesseiro e desejar: "Queria mais dias pra viver e fazer tantas coisas que planejei e acabei deixando pelo caminho!". Por que, então, não fazemos o contrário? Deveríamos desejar mais vida nos nossos dias e não mais dias em nossas vidas.
A gente se acostuma a olhar o outro muito rápido, julgando-o e ficando com os nossos paradigmas. A gente se acostuma a dar "uma segunda chance", que não tem nada de chance, porque ela já vem com aquele "pé atrás", esperando só um deslize do outro pra querer fazer o mundo desabar.
A gente se acostuma a sorrir forçadamente. A gente se acostuma a ser individualista. A gente se acostuma a querer ser a mocinha da história, sempre colocando a responsabilidade dos nossos erros em alguém.
A gente se acostuma a deixar nossos sonhos pra depois. A gente se acostuma a achar que aquelas vontades antigas não são nada mais que bobagens da infância. A gente se acostuma a ser rígidos demais
com nós mesmos, não permitindo uma brechinha ao descanso e à fuga da rotina.
A gente se acostuma a tirar o brilho do dia, com a nossa cara fechada, nossa posição de sofrida, nosso mundo com inúmeros problemas. A gente se acostuma a esquecer o poder de um sorriso sincero. A gente se acostuma a fugir das nossas responsabilidades sociais.
A gente se acostumou a andar sozinho, a dar passos em falso, simplesmente, por não admitir a imensa vontade de segurar a mão, de segurar aquela mão. A gente se acostumou a achar que era bom sozinho.
A gente se acostumou a fazer dos momentos felizes quadros emoldurados cheios de pó, espalhados pela casa.
A gente se acostumou a deixar que a neve encubra a beleza da flor, que a cara ranzinza esconda a beleza do coração, que as palavras duras apaguem relações preciosas, que atos impulsivos no façam perder nossos amores.
Bem que poderíamos ter nos acostumado com o amor, a alegria, os sorrisos, as gentilezas, a sinceridade. Também poderíamos ter nos acostumado a abrir a porta; segurar a mão; compartilhar o guarda-chuva; ceder o lugar ao mais velho; oferecer ajuda àquela pessoa destrambelhada que acabou de derrubar tudo.
domingo, 1 de setembro de 2013
Enquanto Você estiver do outro lado, sei que estou segura.
Enquanto Seus braços estiverem abertos à espera da conclusão dos meus passos incertos, sei que posso continuar caminhando tranquila.
Enquanto Sua voz for minha fortaleza, meu coração pode repousar.
Enquanto Sua presença for real em minha vida, sei que possuo o maior tesouro.
Enquanto habitares em mim, não sou mais eu, mas um amor bem maior que coordena tudo.
Enquanto minha confiança estiver em Ti, nada me abalará, pois sei que vens em meu auxílio.
Enquanto Seus olhos me fitarem, caminharei por entre as flores, mesmo sabendo que existem espinhos, pois Sua luz me dá coragem e forças.
Enquanto eu estiver em Você, vou quase voar, vou sorrir, vou esperar, vou confiar, vou sonhar, vou acreditar, vou realizar, sempre sabendo que tudo passa por Ti.
Enquanto Seus braços estiverem abertos à espera da conclusão dos meus passos incertos, sei que posso continuar caminhando tranquila.
Enquanto Sua voz for minha fortaleza, meu coração pode repousar.
Enquanto Sua presença for real em minha vida, sei que possuo o maior tesouro.
Enquanto habitares em mim, não sou mais eu, mas um amor bem maior que coordena tudo.
Enquanto minha confiança estiver em Ti, nada me abalará, pois sei que vens em meu auxílio.
Enquanto Seus olhos me fitarem, caminharei por entre as flores, mesmo sabendo que existem espinhos, pois Sua luz me dá coragem e forças.
Enquanto eu estiver em Você, vou quase voar, vou sorrir, vou esperar, vou confiar, vou sonhar, vou acreditar, vou realizar, sempre sabendo que tudo passa por Ti.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Era tudo tão cinzento, sem brilho, sem esperança. Percebi que já não era a mesma. Havia me perdido no tempo e, em alguma das curvas da vida, havia deixado uma parte muito boa da minha vida pelo caminho. Comecei então a sentir saudade, muita saudade de mim, daquela menininha determinada, sonhadora, risonha.. Por que isso se perdeu? Sempre achei que, com o tempo, tornávamo-nos mais maduros e atentos a tudo, mas percebi que não. Com a correria dos dias, esquecemo-nos de nós. Que absurdo, não é mesmo? Se não for você a se lembrar de si, quem lembrará? Então, entendi que era hora de me fechar para balanço, entender o que se passou em mim e, finalmente, encontrar-me. Sei que não podemos ser tudo sempre, mas é possível ser o melhor que dá, darmos o melhor que há em nós. O tempo não parará para esperar que aprendamos a caminhar e a viver.
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