terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Quanta beleza!

          Hoje, parece que algo me expulsou da cama. Acordei demasiadamente cedo, algo totalmente atípico. Então, resolvi aproveitar a manhã. Comecei abrindo a janela e deixando aquela suave brisa entrar e tocar-me o rosto. Sabe quando uma sensação é tão boa que você não consegue definir? Pois foi exatamente isso que senti, algo não rotulável. Olhei pro céu. Como ele é lindo! E que paz! O Sol, que ainda surgia, trazia consigo um sutil brilho, mas que, em poucos minutos, tornaria-se intenso.     
          Nunca havia reparado no paraíso tão próximo que tinha. Estava maravilhada como Deus havia pensando em cada detalhe. As cores e formas agrupavam-se de uma maneira encantadora, formando um encaixe perfeito e visivelmente agradável.
          Decidi caminhar na praia, que era bem próxima ao meu prédio. O mar...que obra mais linda! Sentei-me na areia e fiquei observando o simples movimento de ir e vir das ondas e sentindo aquela brisa tocar-me a pele. Até o cheirinho que vem do mar é único. Perdi a noção do tempo e passei a viajar em meus pensamentos, o que é bastante frequente. Mas uma coisa foi capaz de chamar minha atenção e fazer com que eu me delisgasse um pouco do meu mundo imaginário. Um casal, de idade bem avançada, caminhava, lentamente, de mãos dadas. Eles pareciam estar muito felizes. Sorrisos era o que não faltava. E ele a olhava, como se olha para a coisa mais importante de sua vida. O seu olhar, indiscutivelmente, era correspondido. Eles se amavam! Acompanhei-os de longe, até onde os olhos podiam alcançar. Não é sempre que nos deparamos com um casal tão apaixonado, que vemos que foram feitos um para o outro, não porque nos contaram, mas porque vimos, ou melhor, sentimos. Quando existi amor verdadeiramente, ele é transbordado.
          Após essa reflexão, resolvi voltar para casa. No caminho, eu parecia não andar, mas flutuar. Estava leve como o vento..

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