terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Uma certa nostalgia abateu-se sobre mim.
Saudade das paredes coloridas que costumavam rodear-me. Quero de volta a leveza de viver. Quero poder acordar e dormir sem tantas preocupações e pensamentos. Poder pular, brincar, misturar cores, sujar-me. Pegar aquele velho brinquedinho, apertar o botão on da minha imaginação e, assim, perder horas e horas. Sinto falta da inocência e da pureza vivida. Sentir saudade significa dizer que foi bom, já que, se não tivesse sido algo positivo, não iríamos perder tempo relembrando. A saudade bateu à minha porta, com direito a fotos e cartas. Meus olhos encheram-se e, lentamente, aquela gotinha foi deslizando pelo meu rosto. Mas, ao contrário do que muitas vezes ela representa, essa era de alegria. Alegria? Sim! Alegria por saber que valeu a pena e que nada foi em vão. Certo alguém já dizia: " A saudade é um lugar que só chega quem amou ". E eu, com certeza, amei. Amei e sempre amarei. Já que o assunto é saudade, gostaria de falar sobre um fato recente que aflorou todo esse sentimento em mim. Revirando alguns papéis, encontrei uma breve mensagem, mas que, em uma frase, estremeceu meu coração. O recadinho dizia assim: " Te amo muito! Essa mensagem foi escrita com a mão do coração." Simples, mas dizia tudo. O suficiente para deixar-me feliz. É, uma das melhores coisas é quando sentimos a ausência de algo e podemos suprí-la. Mas, e o que fazer quando não podemos cessá-la, ou melhor, quando ela comprimir-lhe o peito, de uma forma sufocante?
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